O Evento Acabou: Como Saber se o Investimento Trouxe Negócio

Gestores que utilizam ferramentas digitais ou acompanham temas relacionados com bpinetempresas podem controlar facilmente pagamentos e movimentos, mas continuam a precisar de uma metodologia para responder à pergunta decisiva

Uma feira empresarial pode terminar com o stand cheio, dezenas de contactos, fotografias para as redes sociais e uma equipa convencida de que “correu muito bem”. O problema surge algumas semanas depois, quando ninguém consegue explicar quanto negócio nasceu realmente daqueles dois dias. Para uma PME portuguesa, feiras, conferências, patrocínios e eventos não deveriam ser avaliados apenas pelo número de visitantes ou cartões recolhidos. Gestores que utilizam ferramentas digitais ou acompanham temas relacionados com bpinetempresas podem controlar facilmente pagamentos e movimentos, mas continuam a precisar de uma metodologia para responder à pergunta decisiva: que valor económico regressou à empresa depois de todo o dinheiro, tempo e capacidade investidos no evento?

A feira terminou ontem.

Hoje, numa sala de reuniões, estão três coisas sobre a mesa.

Uma caixa com cartões.

Uma folha com 146 contactos.

E uma pasta de despesas.

Vamos começar pela pasta.


A PRIMEIRA FATURA DIZ 18.000 €

Foi o stand.

Estrutura.

Montagem.

Mobiliário.

Iluminação.

A direção lembra-se desse valor.

Quando aprovou a participação, o orçamento inicial da feira era:

30.000 euros.

Parecia razoável.

Mas a pasta continua.


A SEGUNDA FATURA

Inscrição e espaço:

8.500 €


A TERCEIRA

Viagens:

3.200 €


A QUARTA

Hotel:

2.700 €


A QUINTA

Materiais promocionais:

1.900 €


A SEXTA

Transporte de equipamento e amostras:

1.450 €


A SÉTIMA

Jantar com clientes:

1.100 €

A equipa soma.

Já não são 30.000.

São quase:

37.000 euros.

E ainda não terminámos.


A DESPESA QUE NÃO TEM FATURA EXTERNA

Seis colaboradores participaram.

Alguns durante três dias.

Outros durante cinco, incluindo preparação e deslocação.

Enquanto estavam no evento, não estavam a:

visitar outros clientes,

preparar propostas,

gerir projetos,

ou trabalhar noutras atividades.

Esse tempo também pertence economicamente à feira.

Não precisa de ser calculado ao minuto.

Mas ignorá-lo completamente faz o evento parecer artificialmente barato.


O orçamento passa então de “despesa de feira” para “investimento total”

A equipa estima:

tempo interno relevante:

aproximadamente 9.000 € de custo.

Investimento total aproximado:

46.000 €

Agora finalmente sabemos aquilo que a empresa colocou na experiência.

A pergunta seguinte pode começar.


“TIVEMOS 146 LEADS”

É o primeiro número apresentado pelo marketing.

146 contactos.

Parece excelente.

Custo médio:

46.000 ÷ 146 = aproximadamente 315 € por contacto.

Alguém comenta:

“Não está mau.”

Mas ainda não sabemos se os 146 contactos são realmente leads.


A lista é aberta

Primeiro contacto:

estudante.

Segundo:

fornecedor.

Terceiro:

empresa interessante.

Quarto:

consultor.

Quinto:

concorrente.

Sexto:

cliente atual.

Sétimo:

alguém que apenas participou num sorteio.

A palavra “lead” começa a perder precisão.


CARTÃO NÃO É O MESMO QUE OPORTUNIDADE

Depois de classificar os 146 nomes:

34 são contactos sem potencial comercial imediato.

28 pertencem a clientes ou parceiros existentes.

52 são potenciais compradores, mas ainda sem necessidade identificada.

32 possuem uma necessidade concreta compatível com a oferta.

Agora o evento possui:

32 oportunidades qualificadas, não 146.

Custo por oportunidade qualificada:

46.000 ÷ 32 = aproximadamente 1.438 €.

A leitura mudou radicalmente sem alterar um único resultado do evento.

Apenas melhorámos a definição.


MAS OS 28 CLIENTES EXISTENTES NÃO VALERAM NADA?

Claro que podem ter valido.

Este é um ponto importante.

Um evento não precisa de servir apenas para aquisição.

Pode ajudar:

retenção,

expansão,

relacionamento,

posicionamento,

parcerias,

ou aprendizagem de mercado.

Por isso, eliminar todos os clientes existentes da análise também seria demasiado simplista.

Precisamos de separar objetivos.


A equipa encontra o briefing original

Três meses antes da feira, a apresentação dizia:

Objetivos:

gerar leads;

fortalecer relações;

aumentar notoriedade;

apresentar nova solução;

conhecer tendências do mercado.

Tudo correto.

Tudo também difícil de avaliar porque quase todos os objetivos são amplos.

Depois do evento, qualquer resultado pode ser encaixado em algum deles.


UM OBJETIVO QUE NÃO CONSEGUE FALHAR É DIFÍCIL DE GERIR

“Ganhar notoriedade.”

Como saber se aconteceu?

“Criar relações.”

Quantas?

Com quem?

“Conhecer tendências.”

Que decisão mudou por causa disso?

Objetivos qualitativos podem ser válidos.

Mas precisam de alguma manifestação observável.

Caso contrário, tornam-se justificação posterior.


A DIREÇÃO RECONSTRÓI O EVENTO EM QUATRO CAIXAS

Não para alterar o passado.

Para perceber o que realmente comprou.

Caixa Comercial

Novos negócios.

Caixa de Clientes

Retenção e expansão de contas existentes.

Caixa de Mercado

Informação e contactos estratégicos.

Caixa de Marca

Exposição e posicionamento.

Agora cada resultado pode ser colocado no lugar certo.


CAIXA COMERCIAL

32 oportunidades qualificadas.

Valor potencial total indicado pela equipa:

780.000 €

Excelente.

Mas “potencial” é uma palavra perigosa.

Uma empresa que demonstra interesse num produto de 100.000 euros não significa que existe uma oportunidade de 100.000 euros.

Precisamos de probabilidade.


A primeira oportunidade vale 120.000 € no Excel

O vendedor diz:

“Eles podem comprar até 120.000.”

A direção pergunta:

Existe orçamento?

Ainda não sabemos.

Existe prazo?

Talvez no próximo ano.

Conhecemos o decisor?

Não.

Existe problema identificado?

Sim.

Agora o valor potencial continua interessante.

Mas não deveria ser tratado como receita quase conquistada.


O PIPELINE DE EVENTO PRECISA DE TER QUALIDADE

As 32 oportunidades são divididas.

Quentes

Necessidade clara, próximo passo definido.

  1.  

Em desenvolvimento

Interesse real, mas ainda sem processo ativo.

  1.  

Exploratórias

Podem tornar-se negócio, mas precisam de trabalho substancial.

  1.  

Agora temos um pipeline mais honesto.


O ERRO DE MULTIPLICAR CARTÕES POR TICKET MÉDIO

Imagine:

146 contactos.

Ticket médio:

20.000 €.

Alguém poderia afirmar que o evento “gerou potencial de 2,92 milhões”.

Matematicamente possível.

Economicamente quase inútil.

O valor do pipeline precisa de nascer de oportunidades reais, não de uma multiplicação conveniente.


DUAS SEMANAS DEPOIS

Dos sete leads quentes:

seis responderam.

Quatro aceitaram reunião.

Dois pediram proposta.

Um desapareceu.

Agora aparece informação real.

O evento está a começar a produzir um funil.


O valor do evento não deveria ser decidido no dia seguinte

Alguns negócios B2B demoram:

semanas,

meses,

ou mais

a fechar.

Avaliar uma feira imediatamente pode subestimar.

Esperar indefinidamente pode permitir que qualquer venda futura seja atribuída ao evento.

A solução é definir uma janela.

Por exemplo:

acompanhar oportunidades originadas na feira durante:

6 meses,

9 meses,

ou o período coerente com o ciclo comercial normal.


A ORIGEM PRECISA DE FICAR REGISTADA

Seis meses depois, um cliente compra.

Como saber se veio da feira?

Talvez já estivesse no CRM.

Talvez tivesse visto uma campanha.

Talvez falado com um vendedor anteriormente.

A atribuição nem sempre é perfeita.

Mas pode ser melhorada se a equipa registar:

primeiro contacto,

interações anteriores,

momento da feira,

e desenvolvimento posterior.

O objetivo não é provar matematicamente que 100% da venda pertence ao evento.

É perceber se o evento teve um papel relevante.


EXISTEM TRÊS TIPOS DE CRÉDITO

A empresa cria uma lógica simples.

Originação

A oportunidade nasceu no evento.

Aceleração

Já existia, mas o evento aproximou a decisão.

Influência

A feira ajudou, mas não foi determinante.

Isto é muito mais realista do que atribuir todo o valor da venda ao último contacto presencial.


UM CLIENTE DE 180.000 € JÁ ESTAVA NO PIPELINE

Na feira, reuniu com a direção.

Testou a nova solução.

Duas semanas depois, acelerou a negociação.

Contrato fechado:

180.000 €.

O evento pode receber crédito?

Sim.

Mas provavelmente não 180.000 euros completos como “receita gerada”.

A oportunidade já existia.

A feira teve função de aceleração.

Esta distinção melhora a comparação entre eventos.


OUTRO CLIENTE NÃO EXISTIA ANTES

Conheceu a empresa no stand.

Reunião na semana seguinte.

Proposta.

Negociação.

Contrato:

65.000 €.

Neste caso, a relação causal é muito mais forte.

Este é negócio originado.


TRÊS MESES DEPOIS, O PLACAR COMEÇA A FICAR INTERESSANTE

Investimento:

46.000 €.

Negócio originado fechado:

65.000 €.

Outro contrato originado:

42.000 €.

Contribuição estimada dos dois contratos depois de custos diretos:

34.000 €

Negócio acelerado:

180.000 €.

Contribuição:

aproximadamente 55.000 €.

Mas a empresa decide atribuir apenas uma parte desse valor ao papel do evento na análise interna.

Ainda existem propostas abertas.

Agora já podemos começar a conversar sobre retorno.


RECEITA NÃO É RETORNO

Se a feira custou 46.000 e gerou 107.000 euros de vendas novas, alguém pode dizer:

“Mais do dobro. Excelente.”

Mas se os contratos deixam apenas:

34.000 euros de contribuição,

o investimento ainda não foi recuperado através desses negócios.

A comparação precisa de ser:

custo do evento

contra

valor económico criado, não apenas faturação.


O EVENTO PODE PRECISAR DE TRÊS CONTRATOS, NÃO DE UM

Este cálculo deveria idealmente existir antes da participação.

Se o contrato médio deixa:

15.000 euros de contribuição,

e a feira custa:

45.000,

a PME precisa aproximadamente de:

três contratos adicionais

apenas para recuperar diretamente o investimento.

Agora a equipa já possui um objetivo comercial concreto.

Não:

“recolher muitos leads.”

Mas:

“criar pipeline suficiente para produzir pelo menos três novos contratos desta qualidade.”


Isto muda o comportamento no stand

Se a meta é cartões:

a equipa tenta falar com toda a gente.

Se a meta é oportunidades qualificadas:

faz perguntas melhores.

Quem é?

Que empresa?

Que problema possui?

Existe projeto?

Quando?

Quem decide?

A quantidade de contactos pode cair.

A qualidade pode subir.


MAIS VISITANTES PODEM SER UM MAU SINAL

Imagine dois stands.

Stand A

400 visitantes.

12 oportunidades qualificadas.

Stand B

170 visitantes.

31 oportunidades.

Qual funcionou melhor?

Depende dos objetivos.

Mas tráfego sozinho não responde.

Em marketing B2B, concentração de pessoas relevantes pode ser mais valiosa do que multidão.


E OS BRINDES?

A empresa gastou:

1.900 euros.

Funcionaram?

Quase ninguém sabe.

Talvez sejam apenas parte da experiência.

Não é necessário atribuir receita individual a cada caneta.

Mas vale perguntar:

atraíram o público correto?

ajudaram conversa?

ou apenas aumentaram tráfego de pessoas sem interesse?

Pequenos componentes também devem servir o objetivo central.


O PATROCÍNIO DO CAFÉ

No ano seguinte, o organizador oferece:

8.000 euros adicionais

para patrocinar a zona de café.

Logo grande.

Boa visibilidade.

Será bom?

Antes, a direção poderia decidir com base em percepção.

Agora pergunta:

Que comportamento queremos obter desses 8.000 euros?

Mais reuniões?

Acesso a participantes?

Base de contactos consentida?

Momento de apresentação?

Se a resposta for apenas:

“o logótipo ficará muito visível”,

a empresa precisa de decidir quanto essa visibilidade realmente vale dentro da estratégia.


NEM TODO RETORNO PRECISA DE SER VENDA DIRETA

Uma feira pode produzir:

parceiro estratégico,

fornecedor melhor,

informação competitiva,

contratação importante,

ou aprendizagem de produto.

Imagine que a empresa encontra um fornecedor que reduz custos anuais em:

25.000 euros.

Esse benefício nasceu do evento.

Não é receita comercial.

Mas é valor económico.


A CAIXA DE MERCADO É ABERTA

Durante a feira, a equipa percebe que vários concorrentes estão a oferecer uma funcionalidade que a empresa considerava pouco importante.

Conversa com clientes.

Descobre procura real.

Decide antecipar desenvolvimento.

É difícil atribuir um valor exato.

Mas existe uma decisão concreta produzida pela informação.

Isso é muito melhor do que escrever:

“obtivemos insights interessantes.”


INSIGHT SÓ GANHA VALOR QUANDO MUDA ALGUMA COISA

Pode mudar:

produto,

preço,

mensagem,

segmento,

fornecedor,

ou estratégia.

Se nada muda, talvez a aprendizagem tenha sido curiosidade.

Ainda útil.

Mas economicamente mais difícil de defender.


A CAIXA DE CLIENTES

Dos 28 clientes existentes encontrados na feira:

8 tiveram reuniões planeadas.

Três discutiram expansão.

Um renovou antecipadamente.

Dois abriram novas oportunidades.

Agora a participação está também a servir gestão de contas.

Talvez fosse necessário visitar estes clientes individualmente de qualquer forma.

A feira concentrou vários encontros num único lugar.

Isso pode reduzir outros custos comerciais.


UM EVENTO PODE SUBSTITUIR DESPESA, NÃO APENAS CRIAR RECEITA

Imagine que reunir presencialmente com oito clientes em cidades diferentes custaria:

viagens,

hotel,

e vários dias de equipa.

Ao encontrá-los todos numa feira, parte dessa despesa é evitada.

Essa economia pode fazer parte da análise.

Mas novamente com prudência.

Só se as reuniões realmente substituírem atividades que seriam feitas de outra forma.


A CAIXA DE MARCA É A MAIS DIFÍCIL

A empresa teve:

menções,

fotografias,

tráfego,

e alguma cobertura.

Existe valor.

Mas é difícil convertê-lo diretamente em euros.

Isso não significa ignorar branding.

Significa aceitar que alguns objetivos precisam de métricas próprias.

Por exemplo:

aumento de pesquisa pela marca;

visitas qualificadas;

pedidos diretos;

convites;

crescimento de audiência relevante.

O erro seria forçar todos os efeitos de marca a caber numa fórmula de venda imediata.


O PROBLEMA NÃO É TER OBJETIVOS DE MARCA

É utilizar “marca” como lugar onde colocamos todo resultado que não conseguimos explicar.

Se a feira é essencialmente de branding, ótimo.

Então deve ser aprovada como investimento de marca.

E comparada com outras formas de obter exposição semelhante.


A pergunta passa a ser: “Que alternativa existe para os mesmos 46.000 €?”

Este é o custo de oportunidade do marketing.

Com 46.000 euros, a empresa poderia:

realizar evento próprio;

fazer campanhas;

visitar clientes;

produzir conteúdo;

financiar equipa comercial;

ou participar noutra feira.

O evento não precisa apenas de produzir retorno positivo.

Idealmente precisa de competir razoavelmente com alternativas.


O EVENTO “LUCRATIVO” PODE NÃO SER O MELHOR EVENTO

Feira A:

custa 20.000.

Gera 30.000 de contribuição.

Retorno positivo.

Feira B:

custa 40.000.

Gera 90.000.

Ambas são boas.

Mas a segunda utilização de capital pode ser superior, se os resultados forem repetíveis.

Orçamento deveria seguir qualidade marginal, não apenas tradição.


“PARTICIPAMOS TODOS OS ANOS” NÃO É UMA TESE DE INVESTIMENTO

Pode existir uma boa razão para continuidade.

Clientes esperam.

Mercado está presente.

Concorrentes também.

Mas a história por si só não prova que o próximo ano merece outro cheque.

Cada edição deveria conseguir explicar:

o que aprendemos,

o que converteu,

e o que vamos fazer diferente.


A EDIÇÃO SEGUINTE COMEÇA COM O RELATÓRIO DA ANTERIOR

Em vez de começar:

“Quanto custa o stand este ano?”

A reunião começa:

“No último ano, o que produziu cada parte do investimento?”

Descobrem que:

uma palestra gerou vários contactos fortes;

o stand era demasiado grande;

os brindes tiveram pouco efeito;

reuniões pré-agendadas tiveram excelente qualidade;

uma pessoa da equipa comercial quase não teve tempo para follow-up durante o evento.

Agora o novo orçamento pode ser redesenhado.


MENOR STAND, MAIS REUNIÕES

A empresa reduz:

área,

decoração,

e materiais.

Poupa:

9.000 €.

Utiliza parte do valor para:

agenda comercial prévia,

uma pequena ação com clientes,

e follow-up estruturado.

O evento seguinte pode parecer menos impressionante visualmente.

Mas ser economicamente superior.


O FOLLOW-UP PODE VALER MAIS DO QUE O STAND

Uma oportunidade quente recebida na terça-feira perde qualidade se só for contactada três semanas depois.

O evento gera energia.

Mas o retorno depende do que acontece depois.

É por isso que a equipa precisa de reservar capacidade para acompanhamento antes de viajar.


A FEIRA NÃO TERMINA QUANDO AS PORTAS FECHAM

Pode existir um calendário pós-evento.

24–48 horas

Agradecimento e organização dos contactos prioritários.

Primeira semana

Reuniões e próximos passos.

Primeiro mês

Atualização do pipeline.

Três meses

Primeira análise económica.

Seis ou nove meses

Avaliação final coerente com o ciclo de vendas.

A atribuição torna-se muito mais robusta.


O LEAD SEM RESPONSÁVEL VALE PRATICAMENTE ZERO

A lista pode ter 200 nomes.

Se ninguém for dono do próximo passo, desaparecem dentro do CRM.

Cada oportunidade qualificada precisa de:

responsável,

ação,

data.

Assim, o investimento de marketing é entregue a alguém para continuar a trabalhar.


A velocidade de follow-up pode ser medida

O evento gerou:

32 oportunidades qualificadas.

Contactadas em até 48 horas:

  1.  

Depois de uma semana:

  1.  

Nunca contactadas adequadamente:

  1.  

Agora existe um problema interno mensurável.

Não seria correto culpar a feira por oportunidades que a própria empresa não acompanhou.


O evento também pode revelar qualidade da equipa comercial

Algumas pessoas recolhem muitos cartões.

Outras conseguem:

reuniões,

próximos passos,

e propostas.

A diferença pode ajudar a melhorar preparação futura.

O evento é também um ambiente de aprendizagem comercial.


A SEGUNDA EDIÇÃO TERMINA

Investimento:

38.000 €.

Menos do que os 46.000 anteriores.

Contactos totais:

apenas 103.

Menos.

O relatório superficial diria:

“Pior.”

Mas oportunidades qualificadas:

  1.  

Mais.

Propostas nos primeiros 45 dias:

  1.  

Ano anterior:

  1.  

O evento menor produziu um funil mais forte.


MENOS PODE PARECER PIOR E SER ECONOMICAMENTE MELHOR

Menos:

visitantes,

brindes,

metros quadrados,

fotografias.

Mais:

reuniões relevantes,

oportunidades,

e follow-up.

Esta é a diferença entre avaliar atividade e avaliar resultado.


Onde entra a visibilidade financeira digital?

Ferramentas digitais podem ajudar a controlar pagamentos a organizadores, fornecedores, hotéis e outros custos, além de acompanhar entradas associadas a negócios futuros. Para gestores portugueses que pesquisam temas relacionados com bpinetempresas, essa visibilidade facilita a reconstrução do investimento real.

Mas o extrato financeiro não consegue dizer se uma venda nasceu:

na feira,

numa campanha,

ou numa relação anterior.

Para isso, é necessário ligar dados financeiros ao CRM e ao processo comercial.


O RELATÓRIO FINAL NÃO PRECISA DE TER CINQUENTA MÉTRICAS

A Norte Forma acaba por utilizar apenas algumas.

Investimento total.

Oportunidades qualificadas.

Pipeline originado.

Negócios fechados.

Contribuição económica associada.

Negócios acelerados.

Principais resultados de clientes e mercado.

Decisões para a próxima edição.

Isto é suficiente para uma conversa séria.


A PERGUNTA MAIS IMPORTANTE É FEITA ANTES DO PRÓXIMO PAGAMENTO

“Se este evento não existisse no calendário tradicional da empresa, decidiríamos hoje investir novamente nele com base naquilo que aprendemos?”

Se sim, ótimo.

Talvez até mereça mais orçamento.

Se não, tradição não deveria ser suficiente.


CONCLUSÃO

Uma feira ou conferência pode gerar valor muito além das vendas fechadas no próprio evento.

Pode:

originar clientes,

acelerar oportunidades,

fortalecer contas existentes,

criar parcerias,

e produzir informação importante de mercado.

Mas estas vantagens não dispensam disciplina financeira.

Uma PME precisa primeiro de conhecer o investimento completo:

stand,

inscrição,

viagens,

materiais,

tempo da equipa,

e follow-up.

Depois precisa de separar:

contactos,

oportunidades,

pipeline,

e negócios efetivamente criados.

Para empresas portuguesas que utilizam ferramentas digitais e acompanham temas associados a bpinetempresas, ligar estes resultados aos movimentos financeiros permite perceber se o evento está realmente a transformar despesa comercial em valor.

O objetivo não é exigir que cada conversa numa feira tenha um valor em euros.

É impedir que métricas de atividade sejam utilizadas como substituto permanente de resultados.

Porque 500 visitantes podem impressionar.

200 cartões podem parecer sucesso.

Um stand cheio pode produzir fotografias excelentes.

Mas, quando chega a hora de decidir sobre a próxima edição, a pergunta continua muito mais simples:

depois de todo o dinheiro e tempo investidos, que parte do negócio ficou objetivamente melhor porque estivemos lá?

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